Correr maratona pode ser perigoso para seu coração

O coração deve estar preparado para o desafio da maratona

por Everson Alves

As pesquisas mostram que a corrida ganha cada vez mais adeptos. Ao ver os benefícios que a corrida traz para a saúde e para o físico, muitas pessoas estão elegendo-a como o melhor esporte. Mas o que muitos não sabem é que correr uma maratona pode ser perigoso para o coração porque é uma modalidade que exige muito do atleta. Antes de começar a praticar qualquer atividade física é indispensável que seja feita uma avaliação médica, com exames cardíacos que mostrem todos os cuidados que cada atleta deve ter durante os treinos e nas provas.

Muitas mortes acontecem por doenças no músculo cardíaco, as miocardiopatias. Os médicos explicam que a prática regular de atividade física vigorosa como a corrida, reduz o risco de mortalidade. E as pessoas que praticam atividade regularmente parecem tem uma vida mais saudável. Mas como nem tudo é regra, uma corrida ou mesmo um treino pode ser um risco para alguns atletas.

Corredores passam pela ponte Estaiada na  Maratona de São Paulo 2010. (Sérgio Shibuya / ZDL)

Corredores passam pela ponte Estaiada na Maratona de São Paulo 2010. (Sérgio Shibuya / ZDL)

Mesmo sem sinais algumas doenças pré-existentes acompanhadas da corrida podem significar o desencadeamento de arritmias malignas ou outro processo ruim para o coração. Agora quando o atleta faz todos os exames e não detecta nada, os riscos são muito pequenos. Já foi comprovado que os atletas que correm 15 km semanais ou menos tem mais benefícios do que aqueles que correm 80 km semanais. Quem corre mais de 50 Km semanais esforçam muito mais o corpo. Mas também é importante saber que independente da distância, o ritmo que se corre é que torna o exercício mais difícil ou não.

Algumas provas levam o atleta ao limite, exigindo muito do coração. Mesmo com tudo isso é complicado afirmar que as maratonas trazem mais risco que as pequenas competições. Isso muda de pessoa pra pessoa, depende muito da situação clinica que o atleta se encontra.

É o atleta quem sabe o quanto a prova está exigindo do seu organismo. Considerando as condições climáticas, subidas e descidas, a nutrição e a desidratação. É ele quem sabe a hora de parar ou de continuar na corrida, porque é ele quem sente a dor e os avisos do corpo.

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