Como correr na esteira?

A alternativa de correr nas esteiras pode ser ótima para tratar lesões. A esteira provoca menores impactos para as articulações.

por Everson Alves

A principal diferença entre correr na rua e na esteira é o impacto que o corpo sofre. Na rua, para se movimentar o atleta precisa empurrar o chão, e vencer sua inércia e a resistência do ar. Na esteira é bem diferente porque a plataforma da esteira se move sob os pés, assim não é necessário usar muita força e nem intensidade.

Para evitar muitas diferenças entre a rua e a esteira é recomendado que ao correr na esteira o atleta a coloque com 1% de inclinação. Assim, o atleta gasta a mesma quantidade de energia na esteira ou na rua. Também é importante que o atleta não treine apenas na esteira. Apenas na rua que o corredor viverá a situação real de uma corrida: diferenças de pisos, subidas, descidas, sol, chuva, vento e frio.

Correr na esteira. (SashaW/flickr)

Correr na esteira. (SashaW/flickr)

Um pequeno problema da esteira é que ao correr a pessoa não pode parar de repente. É preciso diminuir a velocidade aos poucos para não sentir tonturas momentâneas. Essa tontura acontece porque na esteira o corpo sente menos impacto. O cérebro “pensa” que o corpo é mais leve do que ele realmente é. Então as informações obtidas pelo labirinto ficam um pouco confusas. O labirinto é responsável pelo equilíbrio do corpo e por isso é possível que a pessoa se sinta um pouco tonta.

Porém a esteira tem muitas vantagens, é um ambiente seguro para iniciantes. A incidência de lesões são menores com a corrida na esteira, já que a esteira oferece menos impacto para as articulações do corpo.

Hoje em dia as esteiras permitem velocidades de até 20km/h e é possível incliná-las em até 15%. A esteira ainda não simula uma descida, mesmo assim ela é uma ótima opção para um treino de corrida.

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